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Um texto com outro contexto

Esta já é a decima terceira vez que digito uma linha, apago e escrevo tudo de novo. Estou tentando escrever sobre não ter o que escrever, mas é difícil faze-lo quando você tem algo para escrever, ainda mais porque esse algo não te deixa pensar em outra coisa.

Quem leu meus últimos textos deve ter percebido um nome em comum entre eles e este nome vem martelando minha mente a ponto d’eu não querer escrever sobre outra coisa, não agora. Sendo assim, não conseguindo resistir à beleza contida na pessoa que carrega neste nome o jeito é escrever sobre ela, ou para ela.
Já faz dois ou três dias que sinto vontade de abraçar alguém só porque li um texto dela um texto simples e até meio bobo, mas que despertou toda essa inquietação em mim. Nunca aconteceu antes, juro que não. Até porque já li centenas de textos e nunca escrevi sobre nenhum e nem se quer comento algo sobre eles aqui no blog. Devo estar parecendo um fã desesperado, mas não é isso, pelo menos eu espero que não.
Até de romance eu gosto agora...

Sobre a escritora não tenho muito a dizer e talvez seja por isso toda essa agonia, ela tem um jeito misterioso e viciante de conversar. Sua gramática é muito boa, o que é difícil de se encontrar hoje em dia e sinceramente estou cansado de corrigir as pessoas no Skype. Ela faz faculdade de Jornalismo e ontem estava imaginando o quão legal seria se ela fizesse parte da minha biografia e me ajudasse a lançar o livro quando a gente se casar. Tudo bem, agora exagerei, melhor ir tomar meus remédios.
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Uma historia por fazer

Este texto é uma resposta a esse outro texto que vi em um blog apaixonante...

Mais uma noite cai para alguém que tem quase vinte anos, não é sábado, é segunda-feira e ela não me escreveu hoje. Eu não me lembro do rosto dela e nem conheço o perfume das suas mãos, mas sinto como se estivesse com Maria todo o tempo. Sim, o nome dela é Maria Marya, meio estranho para falar a verdade, mas o que falar dela quando sou conhecido como Protagonista.

Maria me surpreendeu com suas palavras e com seus sorrisos lindos e envergonhados e tudo o que sei dela é quase nada e isso me provoca a mostrar para ela quem sou para ver se descubro um pouco mais, como quem abraça no desejo se ser abraçado. Ah Maria, como te esperei...
Entre os sonhos dela devo ser um mero figurante, mas como disse antes, em seus textos sou Protagonista, sei lá o que isso significa, mas as palavras delas em relação a mim são tão doces que parece que ela esperou por mim durante toda vida e ainda espera já que eu não faço ideia de como sair dessa historia resolvi escrever ela para que ela se junte a mim nessa outra historia.
O único problema é que eu não sei o que escrever sobre ela e não posso criar algo que já existe. Queria contar para ela que enquanto ela me escrevia eu estava aqui pedindo para que ela me fizesse um escritor só para poder escrever um futuro junto a ela. Mas sou apenas um cara que escreve textos miúdos e mal feitos na esperança de torna-la parte da minha historia escrita por ela.
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O cara que escreve...

Quer um conselho? Namore um escritor. Não um cara que te manda poesia nem letra dos Beatles ou do Chico Buarque. Namore um cara que escreva ele mesmo com as palavras próprias pra você. Ele vai reparar os pequenos detalhes entre vocês dois, e vai escrever coisas que falam especialmente de vocês dois, não cartas de amor prontas achadas na internet.

Namore um  cara que ao invés de comprar um cartão de dia dos namorados vai escrever um texto lindo pra você. Ele vai te fazer, no mesmo texto, rir, chorar, se emocionar e morrer de vontade de abraçá-lo. Namorar um escritor é namorar um cara que vai ficar orgulhoso de ser comparado ao Veríssimo ou ao Pessoa, e não se comparado com o Fiuk ou o Robert Pattinson.
Escritores tem as melhores pegadas... ou não
Namorar um cara que escreve significa ter um namorado que, ao te descrever em um de seus textos, vai fazer você se achar a própria Megan Fox, e suas amigas, ao lerem, vão achar que ele descreveu alguma princesa de historia infantil. Falando em amigas, namorar um cara assim é matar suas amigas de inveja dos seus textos lindos, das suas cartas fofas e bem humoradas. Namore um escritor e garanta textos românticos pra quando você estiver carente. E cartas surpresas no meio da semana.

Namorando um cara que escreve você não vai entender porque suas amigas  acham bonitas algumas frases copiadas de algum “as cem melhores frases de amor do mundo” ou trechos de algum livro do  Fernando Pessoa.  Então namorar um cara que escreve é namorar um cara que sabe que “namorar um cara que escreve” não é a forma mais correta, e sim “namore um cara que escreva”, mas, mesmo assim, ele prefere o primeiro jeito porque é mais bonitinho.


Ps: essa foi pra você, menina dos brincos saborosos.
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Acharam o fim da página... Uma salva de palmas para Sherlock Holmes, nosso mais paciente e ilustre leitor!