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365 Dias e contando...

Há exatamente um ano atrás estava entrando em um emprego novo. Estava também com muita raiva de um corintiano armado que roubou o meu celular. Eu também tinha muita preguiça. Ah, e eu estava cursando o ensino médio.  E advinha? Ainda não terminei.

Não estou mais naquele emprego. Também comprei um celular novo, mas ainda sinto raiva daquele corintiano.  Quase nada mudou, a não ser o corte de cabelo e alguns acordes novos no violão. Mas algumas coisas mudaram. Hoje em dia eu tenho um motivo a mais para querer terminar o ensino médio e arrumar um bom emprego. Mudou também que eu ando mais comportado e parei de ficar piscando para a professora.

Outras coisas que mudaram também foram os motivos que eu tinha para me sentir feliz. Todos esses motivos se resumiram a uma pessoa só. E hoje me sinto muito feliz em ter passado um ano com alguém que eu amo. A melhor parte em estar com alguém por um ano é que você tem a certeza que sempre pode contar com essa pessoa.  E por mais difícil que seja sua semana, você sabe que vai ficar tudo bem quando você se aninhar no colo dela e ela ficar te olhando com aqueles olhos grandes que te derretem mais que ônibus lotado com as janelas fechadas.
Vem jantar comigo hoje?
No meu caso a saudade é tão grande que toda vez que eu falo com ela parece que é a primeira vez, tudo parece descoberta. E a cada descoberta eu me apaixono mais. Pra mim esse ano pareceu um mês. E posso garantir que foi o melhor ano da minha vida, sem sombra de duvida. Ela é a melhor amiga, a melhor mulher, a melhor namorada... E logo eu que nunca pensei que fosse passar um ano com alguém desse jeito, hoje não consigo nos imaginar não chegando aos  dois, dez, quarenta anos juntos.

Obrigado por tudo branquela. Pelo amor, pelo carinho, pelas brigas, pelas tardes no computador, pela paciência, pela compreensão, pela confiança, pelas cartas, pelos bilhetinhos, pelos e-mails, pelas horas no telefone, enfim, obrigado por tudo. E obrigado, acima de qualquer coisa, por ter me dado a oportunidade de escrever o texto que eu sempre quis, pelo motivo que eu sempre quis ter: Você.
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Longe, mas nunca distantes

Esse texto, definitivamente, não é só mais um texto nesse blogue. Não costumo citar nomes aqui, mas dessa vez abri uma exceção. Por um motivo nobre, que merece uma exceção. O nome desse motivo é Paloma. Ela é daquelas que todo homem desejaria se casar um dia. Ela é meiga, dedicada, carinhosa, linda, ciumenta na medida exata, enfim, completíssima e ainda vem com GPS e DVD no banco de couro.

Daquelas que te conquista aos poucos e quando você acaba de dizer aos seus amigos que você nem está tão apaixonado, você se lembra daquele sorriso lindo que ela dá quando recebe um elogio. E a partir disso, você elogia todo dia só pra ver aquele sorriso o tempo todo. E quando ela fica te olhando como se você fosse tudo o que ela precisa pra viver. Ai você se sente o cara mais sortudo do mundo. E o mais amado. 
Vamos comemorar com o brigadeiro do mal
E quando ela fala que você é lindo. Parece até deboche.  Mas ela fala que nem cachorro de olho nos frangos da padaria. Encantada. Aí só resta acreditar que o amor é mesmo cego. E ela, no mínimo um pouco míope. E quando do nada, ela diz que te ama. Nessas horas seu ego daria cascudos no King Kong.

Quando vocês discutem por qualquer motivo que seja, como se já não bastasse ter que discutir com ela, ela te liga dois minutos depois: “Amor. Eu te amo, tá?!”. Ai já era! Você perdoa até CD do Calypso. É impossível ficar indiferente, perto daquela voz de pidona. E a única coisa que você consegue falar é “Não fica assim não, amor. Eu também te amo”.  Mas ela te mata quando você está fazendo uma coisa totalmente alheia em casa e de repente o celular toca, e é ela “Não me deixa nunca, tá?!”. Agora me responda, com toda sinceridade. Depois de tudo isso, sem exageros poéticos nem nada. Você a deixaria? Também não. E nunca vou deixar. É minha e ninguém tasca.
Bem é isso. Até aproxima. Próxima vez né, porque não vai ter uma próxima namorada.
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Não é só um texto

Estou aqui dessa vez não como um cara que escreve, mas sim como um menino que te ama e que está se sentindo um grande filho da mãe por ter te feito chorar ontem. Estou aqui como o menino que não ia se incomodar em passar a vida inteira ao seu lado, te chamando de branquela e “jogando dominó” todas as noites com você. E não, como um cara metido a escritor que tem o ego maior que o nariz.

Estou escrevendo isso como forma de dizer que eu te amo. Dizer que eu preciso de você, eu preciso que você segure minha mão e diga “eu estou aqui seu feio”. Porque eu vou me sentir mais forte, quando estiver fraco. Porque vou me sentir mais feliz, quando estiver triste. Porque vou me sentir “o cara”, quando estiver na merda.
Desculpa tá?
Provavelmente você deve ter pensado que o próximo texto que eu fizesse pra você teria frases como “não da mais”, “é melhor assim” ou “Eu te amo, mas já era mano”. Mas eu não conseguiria perder, quem sabe, a única chance de ser feliz de verdade nessa coisa que as pessoas chamam de vida. Quase perdi, mas lutei tanto pra ter de volta. E agora que eu tenho, eu não posso simplesmente agir como uma criança que chora por um brinquedo e quando o ganha apenas joga ele em uma pilha de outros brinquedos.

Faz um tempo que eu não escrevo pra você. Não porque é difícil escrever, porque como eu disse nesse texto, eu tenho facilidade em escrever. E eu poderia escrever um texto para qualquer criatura desse mundo, e faria ela iria acreditar que sou o mais apaixonado de todos os apaixonados, porém seria mentira. Eu não quero que os textos para a pessoa que eu amo sejam assim. Não pra você.
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Este sou eu

Esse aqui sou eu. Esse que escreve quase sempre, esse que faz cafuné na sua cabeça, esse que fala coisas lindas para você, esse que todo dia te liga a noite pra dizer que te ama. Esse aqui  sou eu de verdade, olhando você dormir no meu peito e te cobrindo porque está frio. Esse sou eu  ligando, mandando  flores e mensagens no seu celular. Sou eu. Não aquele, mas eu aqui.

Mas quando aquele brigar com  você, morrer de ciúmes ou  não  gostar do que você faz e reclamar o tempo todo, lembra que não sou eu. Esse aqui sou eu. Esse aqui morrendo de vontade de te dar um beijo e assistir qualquer filme bobo. Esse aqui. Não  aquele outro. Quando passar muito tempo sem te procurar ou sem falar que te ama, liga não. Ele é um impostor. Mas eu sou esse aqui escrevendo um texto para você, quando deveria estar estudando.
Pode parecer, mas esse não sou eu!
Se de uma hora para a outra aquele outro parecer distraído e distante, tenho certeza que é sem querer, mas não liga para isso não, sabe por que? Porque aquele não sou eu de verdade.
E se algum dia você se cansar de mim, tiver vontade de sair correndo e arrumar outra pessoa, larga o outro. Não larga esse aqui. Se um dia você enjoar de mim, lembra que você na verdade está enjoada do outro, não desse aqui. E pensa nesse aqui, sempre nesse aqui. Porque mesmo que o outro saiba fingir muito bem que ele sou eu, ele é um impostor.

Eu sou esse aqui, não aquele, mas sim esse. Esse aqui.
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E Se?

E se não acreditássemos em amor á primeira vista? E se mesmo que você não acreditasse se apaixonasse á primeira vista? E se alem de se apaixonar a primeira vista não conseguisse esconder isso, e tivesse que ficar fingindo que não esta olhando pra ela o tempo todo; que  você não quer fala com ela; e que quando falava, não queria mais parar; que quando percebe que ela está te olhando, logo tenta impressioná-la; enfim, que queria levar ela pra  casa e passar a noite inteira com ela e não sair do quarto nunca mais?
Eai  minha porquinha?
E se essa pessoa fosse milimetricamente oposta aos seus  gostos e que normalmente você jamais sentiria  atração? E se mesmo assim você se apaixonasse loucamente por ela á primeira vista? Mas e se olhando mais de perto, e ela mostrasse ser exatamente o contrario : uma soma de tudo que você sempre quis? E se ela fosse carinhosa, atenciosa, linda, responsável, engraçada, simpática, meiga, doce e cheia de uma personalidade única? E se, não bastasse ser tudo isso, ela também se apaixonasse por você a primeira vista?

E se a primeira vez que vocês se viram tivesse sido uma cena em câmera lenta, com uma musica suave tocando ao fundo, embalando sua entrada apressada e o olhar atônito trocado por vocês? E se o primeiro beijo de vocês fosse embalado por um silencio que dizia tudo, e fosse em um show de rock, com um monte de pessoas andando de um lado para outro, pulando, mas para vocês esse beijo duraria semanas, meses, ali, no show, e todos morressem de inveja de vocês? E se como se isso não fosse  suficiente, você sentiria as pernas dela tremendo de nervoso ao te beijar e, após o beijo, ele evitasse olhar, tímida, sem acreditar o que  acabou de acontecer e , depois disso, ela te abraçasse como se não quisesse nunca mais deixar você ir embora? E se na primeira noite de vocês, quando ela já estivesse dormindo, puxasse o seu braço pra cima dela como um cobertor apertando forte, como se quisesse ficar ali, com você, pra sempre?

E se nos primeiros dias que  vocês estivessem juntos ela te tratasse como se  você fosse o homem mais bonito , inteligente e importante do planeta? E se ela cuidasse de você como se você fosse um  gatinho perdido em uma estrada perigosa, cheia de caminhões? E se ela te compreendesse como uma mãe compreende um filho, sem que ele precise dizer nada? E se ela, após mais alguns dias com você, já pensasse em casar, ter filhos e passar o resto da vida com você? E se ela dissesse que  te amo mais que tudo, fechando os olhinhos e vergonha? Pior! E se ela fizesse você fazer o mesmo?

E se tudo isso fosse verdade? E se tudo isso realmente aconteceu? E se aconteceu e eu estou escrevendo isso  aos prantos só pra poder lembrar dos mínimos detalhes? E se nesse momento ela nem pensar mais em tudo isso? E que já não pensa em passar o resto da vida junto a mim? Ou se eu estiver errado? E se realmente amor a primeira vista existe?
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Acharam o fim da página... Uma salva de palmas para Sherlock Holmes, nosso mais paciente e ilustre leitor!