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Mais um texto sem inspiração

Uma coisa que me deixa louco é quando eu passo dias, semanas, meses pensando em um tema, tentando escrever sobre o maldito, fico tentando, começo, apago, reescrevo, bebo Nescau, escrevo mais um pouco e apago tudo, daí  de repente vejo um texto de colega de blog que escreveu um texto falando exatamente o que eu queria dizer. E hoje, assim que eu acordei e fiquei tentando imaginar um tema, me veio a pergunta “Porque escrever?”

Eu podia interpretar, poetizar, fazer uma canção falando que eu escrevo porque preciso, porque uma força do além me leva a escrever, que eu sofro pra poder escrever, e todo mundo ia acreditar. Mas não é verdade. Eu escrevo porque eu gosto, quero e tenho facilidade. Tirando os não sei quantos milhões de dólares por ano, as mulheres lindas atrás dele, as Ferraris e os Porches, porque vocês acham que o Messi joga futebol? Porque ele gosta e sabe jogar. Tão simples. Se eu, ao invés de ter uma facilidade pra escrever, tivesse um gosto por maquiagem, usasse calça apertadinha, tivesse voz fina e usasse chapinha no cabelo, eu ia ser cantor, e não escritor.  Mas é o que eu sei fazer direito.
Sou humilde
Mas pra quem eu escrevo? Bem, quem escreve e coloca no blog e diz que escreve pra si mesmo tá mentindo. Eu escrevo para que as pessoas possam ler e gostar. E quando elas gostam e dão uma resposta , me mandando um e-mail, comentando, curtindo ou me prestando pequenos favores sexuais, isso me dá mais vontade de continuar escrevendo.

Se bem que eu não tenho mais paz desde que comecei a escrever e por no blog, porque sempre aparece um pedindo pra fazer uma carta pra namorada, um depoimento pro Orkut, uma ajudinha com texto de teatro, um trabalho da escola. Vivem me pedindo pra corrigir tudo, ler e dizer o que eu acho sobre o assunto. As vezes eu nem leio e falo que está bom e que eu não mudaria nada, mas a vida é assim mesmo, desculpa ai pessoal. Mas vale muito a pena, é muito bom saber que algumas pessoas gostam do que eu escrevo, e alimentam o meu ego com comentários e email com declarações de amor.

Esse texto é pra justificar a minha ausência, já que no começo do blog eu postava todo dia, e pra falar que não precisam entrar em desespero, mas vou deixar um poço de escrever com a mesma freqüência que escrevia no começo. E pra fazer todo mundo comentar os próximos textos que eu botar aqui.

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O tímido

Bem, ele é um cara muito tímido com as garotas. Nunca foi bom em “chegar chegando”. De jogar aquele papo manjado e esperar pelo “sim” ou “não”. 
Sempre que uma menina chamava ele de gracinha, ele ficava rosa e nem conseguia olhar para a cara dela. O problema dele era o medo de ser recusado, ele nunca suportou ser rejeitado, e se não tentasse, não seria recusado. Assim ele sempre espera que elas tomem a iniciativa, e isso como  sempre resulta em uma coisa, ele teve  poucas namoradas.
É dificil chegar nas gatinha né? Ainda mais de olhos fechados!
Mas as poucas que teve foram de no mínimo um ano. É um cara gentil, humilde, compreensivo, bom ouvinte, romântico e se fosse preciso ajudava até a escolher sapatos e passava o  dia vendo vitrines com ela. Claro ele não é perfeito, assim como ninguém é e por isso suas poucas relações tinham tido sim, por este e aqueles motivos. A culpa as vezes delas, que também não eram perfeitas, e outras dele que acabava fazendo besteira. Acontece, são coisas que não podemos evitar.
Um dia foi com seu melhor amigo dar uma  volta no shopping  e repararam que duas garotas trocavam olhares com eles insistentemente.
Diz o amigo:
- Tá na hora de perder essa virgindade de xaveco.
- Hein?
- É. Você vai lá, vai falar um “oi” junto de qualquer besteira pra elas.
- Oxi, Tá viajando?
- Porra, dessa vez vai ter que ir. Olha lá… Olha, tô falando! Viu? Elas estão olhando a gente aqui… aquela de amarelo é linda!
- Estou vendo, mas você já sabe como eu sou… Eu não consigo chegar lá e…
- Hoje consegue. Eu acredito no seu potencial.
- Mas "véio", o que que eu falo pra elas?
- Sei lá, cumprimenta, fala seu nome, pergunta o nome delas, chama pra sentar aqui.
- Mano, só no “oi” eu já mijei nas calças… Como eu vou fazer esse discurso todo "aê" no sangue frio?
- Ó, vou te contar o segredo pra você ir tranquilão.
- Sério?
- É, cala a boca. Seguinte… Existem duas teorias para incentivar "nego" assim que nem você meio gay a chegar na mulherada.
- Ei!
- Pssst! Tô falando, pô. Ouve e aprende. Primeira teoria é a teoria da porcentagem. É bem simples de entender. Vamos supor que a cada 10 minas que você xaveca, 3 dão bola "procê". Trinta por cento não é muito, né? Então… a teoria diz simplesmente que quanto mais mulher você cair em cima, mais cai na sua rede. É matemática, tá tudo já provado e comprovado.
- E não é que é mesmo? Mesmo assim vou tomar 7 “nãos”, é isso que eu não suporto.
- Não "criemos" pânico! É justamente pra isso que serve a segunda teoria.
- Conta logo então, cacete!
- A segunda teoria apenas diz que os 7 “nãos” você já levou! Ou seja, você já tem um “não” de cada mulher neste bar, visto que nenhuma tá abraçada a você. Na pior das hipóteses, você continua com o “não” que já tinha antes. Mas se ela estiver naqueles 30%, o seu “não” passa a “sim”! Entendeu?
Ele já não estava ali. Estava na mesa das duas garotas, que riam gostoso de alguma piada que ele tinha contado.

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Acharam o fim da página... Uma salva de palmas para Sherlock Holmes, nosso mais paciente e ilustre leitor!